Cupim-de-grama destrói gramados: veja como identificar e controlar com segurança

Você acordou, olhou pela janela e notou manchas amareladas no gramado? As falhas estão aumentando e, quanto mais você rega, pior parece ficar? Bem-vindo ao universo do cupim-de-grama, um inimigo silencioso que costuma trabalhar à noite e ao amanhecer, longe dos olhos do proprietário distraído. Embora pequenos, os insetos dos gêneros Syntermes e Neocapritermes são capazes de devastar áreas extensas de grama ornamental em poucos meses, comprometendo paisagismo, valor do imóvel e, em condomínios, a harmonia entre vizinhos.

Decidir como enfrentar o cupim-de-grama é mais complexo do que simplesmente “comprar um veneno”. Muitos consumidores focam apenas na promessa de extermínio rápido, sem avaliar riscos de contaminação do solo, impacto sobre abelhas, borboletas e até a saúde de crianças e pets. Para piorar, nem sempre manchas amareladas significam cupim; podem ser paquinhas, urina de cães ou deficiências nutricionais.

Neste artigo você vai descobrir: como o cupim-de-grama se organiza, por que ele escolhe o seu jardim, quais métodos de controle existem, os prós e contras de cada abordagem e dicas de manutenção que evitam reinfestações. Ao final, você terá um roteiro prático para agir com segurança, eficiência e responsabilidade ambiental, evitando erros caros e protegendo o patrimônio.

O que você precisa saber sobre o cupim-de-grama

Características do cupim-de-grama

Segundo dados de entomologistas, os cupins-de-grama formam colônias subterrâneas com milhares de indivíduos. A casta operária forrageia nas primeiras horas da manhã, alimentando-se de raízes, rizomas e folhas. No restante do dia, permanece em túneis sob o tapete de grama, o que explica por que muitos jardineiros não percebem o problema a tempo. As espécies atacam praticamente todos os gramados ornamentais populares no Brasil — São-Carlos, Esmeralda, Coreana, Santo-Agostinho, Azul e Batatais — causando reboleiras irregulares, onde a grama perde vigor e seca rapidamente.

Por que escolher o controle específico do cupim-de-grama?

Ignorar a biologia do inseto ou aplicar inseticidas genéricos pode gerar desperdício de dinheiro e danos ambientais. O tratamento direcionado leva em conta hábitos subterrâneos, horário de atividade e resistência natural do cupim a certos princípios ativos. Além disso, um plano de controle bem estruturado reduz o risco de migração de insetos para casas vizinhas, amplia a vida útil do gramado e diminui a necessidade de reposição de mudas, poupando o bolso do consumidor.

Os materiais mais comuns nos métodos de controle

1) Produtos químicos à base de fipronil — alta eficiência, mas exigem profissional habilitado e isolamento da área.
2) Inseticidas com malation — opção tradicional, porém menos seletiva; mata insetos benéficos.
3) Iscas celulósicas com Metarhizium anisopliae — controle biológico que introduz fungos patogênicos ao cupim; impacto ambiental menor.
4) Extratos naturais de nim, alho e pimenta — efeito repelente; ideais em manejos preventivos ou jardins com pets.

Prós e Contras dos Principais Métodos

MétodoPrósContras
FipronilAção rápida; longa residual; eficácia altaTóxico; exige EPI; possível contaminação de lençol freático
MalationCusto moderado; disponibilidade amplaPouco seletivo; odor forte; risco a polinizadores
Controle biológico (M. anisopliae)Baixo impacto ambiental; seguro para petsResultados mais lentos; oferta limitada
Extratos vegetaisFácil aplicação; uso doméstico permitidoEfeito curto; requer reaplicações frequentes

Para quem é recomendado o controle químico

O uso de inseticidas de síntese é indicado para gramados extensos em condomínios, campos esportivos e jardins residenciais com infestação avançada, onde as reboleiras ocupam mais de 30 % da área. Também faz sentido quando o valor paisagístico é alto e não há tempo para abordagens graduais. Entretanto, só deve ser conduzido por engenheiro agrônomo ou empresa especializada, que avaliará riscos de deriva, presença de lençol freático superficial e necessidade de interdição temporária do espaço.

Tabela comparativa de estratégias de combate

CenárioMelhor estratégiaCusto estimadoTempo para resultado
Gramado residencial pequenoExtratos naturais + melhoria do soloBaixo4–6 semanas
Jardim de médio porte (500 m²)Isco com M. anisopliaeMédio6–10 semanas
Campo de golfe ou futebolFipronil pulverizado por profissionaisAlto7–14 dias
Área próxima a horta orgânicaControle biológico + barreira físicaMédio8–12 semanas

Cupim-de-grama: Como Funciona no Dia a Dia

Tipos de cupim-de-grama e suas funcionalidades

A literatura agronômica aponta três categorias principais: 1) Forrageadores de superfície (Syntermes) que cortam folhas; 2) Escavadores profundos (Neocapritermes) focados em raízes; 3) Colonizadores mistos, capazes de alternar entre folhas e estolões. Cada grupo exige tática específica: iscas superficiais, tratamentos de solo ou combinação de ambos.

Compatibilidade com diferentes fontes de energia

Alguns equipamentos de aplicação demandam energia elétrica (pulverizadores a bateria), enquanto outros funcionam com bomba manual, garantindo mobilidade em terrenos grandes. Para quem prefere abordagem ecológica, há dispensers de iscas que não requerem energia, reduzindo o custo operacional e o risco de falhas mecânicas.

Manutenção e cuidados essenciais

1) Revisar o gramado a cada 15 dias em épocas quentes.
2) Evitar coberturas mortas de madeira, que funcionam como convite ao cupim.
3) Adicionar matéria orgânica equilibrada (turfa, composto) para fortalecer raízes.
4) Registrar data e produto de cada aplicação, facilitando auditoria e controle de resíduos.

Exemplos Práticos de Controle

Poda, irrigação e adubação que ficam incríveis sem o cupim

Quando o gramado está livre de pragas, a poda regular a 3 cm favorece perfilhamento denso, a irrigação por aspersão reduz estresse hídrico e a adubação N-P-K 10-10-10, recomendada por agrônomos, atinge máxima eficiência, pois as raízes estão intactas.

Casos de sucesso: jardins equipados com barreiras físicas

Condomínios horizontais em Goiânia instalaram telas anti-cupim em canteiros, isolando o gramado de áreas de mata nativa. Em Brasília, um parque público adotou controle biológico combinado com calagem do solo, mantendo 5 ha de grama Esmeralda verde por toda a estação seca.

Depoimentos de usuários satisfeitos

“Após a aplicação dirigida de fipronil por empresa credenciada, meu campo society voltou a sediar jogos em duas semanas”, relata Cláudio, síndico.
“Usei iscas de Metarhizium e notei redução de 70 % nas reboleiras em dois meses”, afirma Ana, paisagista.
“No jardim de casa, extrato de nim com pimenta mantém os cupins longe e não prejudica minhas suculentas”, conta Marcelo, hobbista.

FAQ

1. Qual a diferença entre cupim-de-grama e cupim de madeira?
O cupim-de-grama vive no solo e ataca raízes e folhas de gramíneas, enquanto o cupim de madeira consome celulose de vigas e móveis. Logo, o inseticida de uso doméstico para madeira não resolve a infestação no gramado.

2. As revoadas acontecem em qual época do ano?
Geralmente na transição do período seco para o chuvoso, quando a umidade relativa sobe. É nesse momento que casais alados voam à procura de novo local para fundar colônias.

3. Posso controlar cupim-de-grama sozinho?
Em gramados pequenos, soluções naturais ou iscas podem ser aplicadas pelo próprio morador. Contudo, áreas grandes ou produtos tóxicos exigem profissional habilitado, conforme orientação do MAPA.

4. Quanto tempo leva para o gramado se recuperar?
Após eliminação da colônia, o replantio de placas ou sementes costuma levar de 4 a 8 semanas para fechar as falhas, dependendo da espécie de grama e das condições de irrigação.

Cupim-de-grama destrói gramados: veja como identificar e controlar com segurança - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

5. A irrigação excessiva ajuda ou atrapalha?
Solo encharcado enfraquece as raízes e pode favorecer fungos, mas não elimina cupins. O ideal é manter umidade moderada e realizar drenagem adequada.

6. Há risco para pets?
Sim, se inseticidas químicos forem usados sem isolamento. Sempre siga as orientações de tempo de reentrada informadas no rótulo e pelo agrônomo responsável.

Melhores Práticas de Controle

Como organizar o manejo no jardim

1) Delimite a área afetada com estacas e tinta marcadora.
2) Mantenha registro fotográfico das reboleiras para acompanhar evolução.
3) Aplique produtos preferencialmente pela manhã cedo, no horário de atividade do cupim.
4) Rotacione métodos a cada ciclo para evitar resistência.

Dicas para prolongar a vida útil do gramado

A) Evite choques térmicos irrigando apenas ao entardecer.
B) Use lâminas de corte bem afiadas na roçadeira.
C) Faça aeração do solo uma vez por ano para estimular raízes profundas.
D) Adube com matéria orgânica estável para promover microrganismos benéficos.

Erros comuns a evitar

• Aplicar inseticida sem diagnóstico: paquinhas e fungos podem ser confundidos com cupins.
• Pulverizar em dias de vento forte: deriva química causa danos a plantas vizinhas.
• Reaplicar produto antes do intervalo de segurança: risco de fitotoxicidade.
• Dispensar EPI: a exposição crônica a organofosforados traz sérios problemas de saúde.

Dica Bônus

Misture 30 mL de óleo de neem, 10 g de sabão neutro ralado e 1 L de água morna. Borrife nas bordas das reboleiras a cada 10 dias. A solução forma película repelente, dificultando a reentrada de cupins e, ao mesmo tempo, não agride polinizadores.

Curiosidade

Estudos da EMBRAPA indicam que algumas espécies de cupim-de-grama carregam bactérias fixadoras de nitrogênio em seu trato digestivo. Embora causem prejuízo aos gramados, esses insetos contribuem para ciclagem de nutrientes em ecossistemas naturais de cerrado, mostrando que, na natureza, praga e serviço ambiental caminham lado a lado.

Conclusão

Identificar corretamente o cupim-de-grama e escolher o método de controle adequado é essencial para manter o gramado denso, verde e valorizado. Avaliações indicam que abordagens integradas — combinando controle biológico, melhoria do solo e, quando necessário, inseticidas seletivos — oferecem o melhor custo-benefício a longo prazo. Evite decisões precipitadas, consulte um profissional e aplique as boas práticas descritas aqui para usufruir de um jardim saudável o ano inteiro.

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