Descubra o Kew Gardens: o jardim botânico mais antigo e diverso do planeta

Você já se perguntou se vale mesmo a pena reservar um dia inteiro para conhecer um jardim botânico em Londres? Quem planeja uma viagem à capital inglesa costuma priorizar museus, pubs históricos e lojas de departamento, mas frequentemente ignora um patrimônio vivo que reúne 30 mil espécies de plantas em um único endereço: o Royal Botanic Gardens, Kew. A simples dimensão de 121 hectares — o equivalente a 170 campos de futebol — já deixa claro que estamos diante de algo muito maior que um parque comum.

Pouca gente percebe que escolher quando e como visitar o Kew Gardens é mais complexo do que parece. Muita gente erra ao focar apenas na beleza das flores, esquecendo a logística de transporte, as estufas com clima controlado, as exposições temporárias e os pontos de pesquisa científica espalhados pelo complexo. O resultado são visitas apressadas e superficiais, que ignoram experiências imperdíveis como a caminhada suspensa da Treetop Walkway ou a imersão na Palm House, a estufa vitoriana de ferro fundido e vidro.

Neste artigo, você vai descobrir tudo o que precisa para planejar uma visita sem contratempos. Abordaremos as principais características do Kew Gardens, seus prós e contras em comparação a outros jardins botânicos globais, dicas de manutenção do espaço, cenários de uso para turistas e pesquisadores, além de um FAQ completo. Ao final, você terá segurança para montar um roteiro sob medida e aproveitar cada metro quadrado desse patrimônio mundial reconhecido pela UNESCO.

O que você precisa saber sobre Kew Gardens

Características do Kew Gardens

Segundo dados do próprio Royal Botanic Gardens, Kew, o complexo iniciou sua história no século 18 como um pequeno jardim real mantido por Augusta de Saxe-Gota-Altemburgo, princesa de Gales. Com o tempo, a área foi expandida, recebendo estufas monumentais, bibliotecas especializadas e laboratórios que hoje empregam cerca de 750 profissionais. Em 2003, a UNESCO declarou o local Patrimônio Mundial, reconhecendo não apenas sua importância turística, mas também científica. A coleção atual soma 30 mil espécies vegetais, 750 mil volumes na biblioteca e mais de 1,35 milhão de visitantes anuais. A diversidade é tamanha que o visitante encontra, em poucos passos, desde samambaias tropicais até suculentas do deserto.

Por que escolher o Kew Gardens?

Além de passeio fotogênico, o Kew oferece benefícios pouco óbvios. Primeiro, é um dos centros de pesquisa botânica mais respeitados do globo, influenciando políticas de conservação em vários países. Segundo, o complexo possui acessibilidade exemplar: rampas, banheiros adaptados e sinalização em braile facilitam a circulação de pessoas com deficiência. Terceiro, a proximidade das estações de metrô Kew Gardens e Richmond simplifica o deslocamento para quem não quer depender de táxi. Por fim, há o fator histórico. Caminhar pelos mesmos caminhos usados por cientistas do Império Britânico confere sensação de viagem no tempo, reforçando o valor cultural do passeio.

Os materiais mais comuns

A robustez do Kew Gardens se explica pela escolha criteriosa de materiais. Na Palm House, inaugurada em 1848, o ferro fundido e o vidro laminado criam um microclima tropical estável, resistindo há mais de 170 anos ao clima londrino. A Temperate House — maior estufa vitoriana do mundo — também utiliza ferro fundido, mas recebeu reforços de aço inox nas últimas restaurações, aumentando sua vida útil sem alterar a estética original. Já a Sackler Crossing combina bronze fosforoso e pedra-pórfiro, resultando em passarela antideslizante em qualquer estação. A Treetop Walkway, por sua vez, adota aço corten e madeira tratada, materiais que suportam a umidade constante e exigem manutenção mínima.

Prós e Contras

PrósContras
Maior diversidade vegetal do mundo em área únicaIngressos com preço elevado na alta temporada
Patrimônio UNESCO, relevância científica comprovadaAlgumas estufas fecham para manutenção sem aviso prévio
Acessibilidade para cadeirantes e famíliasFilas longas em feriados britânicos
Atividades educacionais e exposições interativasRestaurantes internos com preços acima da média londrina
Fácil acesso por metrô e OvergroundClima britânico imprevisível pode limitar áreas externas

Para quem é recomendado este destino

O Kew Gardens é indicado para turistas que valorizam experiências culturais profundas, famílias em busca de atividades educativas e pesquisadores de botânica ou ecologia. Fotógrafos de natureza encontram cenários únicos em qualquer estação, enquanto entusiastas de jardinagem podem observar técnicas de cultivo raras de perto. Quem viaja com mobilidade reduzida também se beneficia da infraestrutura inclusiva, diferentemente de outros parques históricos com escadas e desníveis severos.

Comparativo entre Jardins Botânicos de Referência

CidadeÁrea TotalEspéciesIngressos (adulto)Destaque
Kew Gardens (Londres)121 ha30 mil£17–25Palm House e pesquisa científica
Jardim Botânico do Rio de Janeiro137 ha6,5 milR$ 27Palmeiras imperiais históricas
Singapore Botanic Gardens82 ha10 milGrátis (Orchid Garden: S$ 5)Orchid Garden e lagoas de lótus
Brooklyn Botanic Garden (NY)21 ha12 milUS$ 18Cerejeiras e Japanese Garden

Kew Gardens Como Funciona no Dia a Dia

Tipos de setores e suas funcionalidades

Os setores do Kew podem ser classificados em quatro categorias. As estufas (Palm House, Temperate House e Princess of Wales Conservatory) oferecem microclimas tropical, temperado e árido, essenciais para pesquisa. Os jardins temáticos, como o Jardim Alpino e o Jardim Japonês, destacam ecossistemas específicos e ajudam na educação ambiental. As áreas de conservação ex situ abrigam espécies ameaçadas, funcionando como “arcas genéticas”. Por fim, as instalações acadêmicas — Herbarium e Jodrell Laboratory — suportam análises de DNA e banco de sementes, servindo à comunidade científica mundial.

Compatibilidade com diferentes modos de transporte

Situado na zona 3 do metrô, o Kew Gardens aceita Travelcard e cartões Oyster, tornando a visita prática para quem já utiliza o transporte público londrino. Há estacionamento pago limitado, mas o local incentiva o uso de bicicletas, oferecendo paraciclos seguros. Para quem chega de trem suburbano (Overground), a estação Kew Gardens fica a menos de 500 m da entrada Victoria Gate. Táxis e aplicativos de carona têm ponto dedicado, minimizando congestionamentos na Kew Road.

Manutenção e cuidados essenciais

Testes laboratoriais mostram que o controle de umidade e temperatura nas estufas é calibrado quatro vezes por dia, evitando choques térmicos nas plantas tropicais. Para o visitante, os cuidados se resumem a comprar ingressos on-line — o que garante desconto —, usar calçados confortáveis e levar capa de chuva leve. Alimentar animais, pisar em canteiros ou coletar sementes é estritamente proibido, sob pena de multa. Por último, descarte de lixo em local correto ajuda a manter a fauna urbana — como esquilos e aves — longe de dietas nocivas.

Exemplos Práticos de Visita ao Kew Gardens

Passeios que ficam incríveis com o Kew Gardens

Um roteiro matinal pode começar na Palm House para uma imersão tropical, seguir ao Jardim Alpino — ideal para fotos macro — e terminar com um piquenique nas Broad Walk Borders, cercadas por flores sazonais. À tarde, a Treetop Walkway proporciona vistas panorâmicas a 18 m de altura, perfeita para entusiastas de drones. Já fotógrafos de casamentos aproveitam os gramados amplos atrás da Temperate House, onde o sol poente cria contraluz natural deslumbrante.

Casos de sucesso: espaços que se beneficiaram do Kew

Museus como o Natural History Museum em Londres utilizam dados de pesquisa genética gerados no Kew para montar exposições interativas sobre biodiversidade. Na arquitetura, a estufa vitoriana inspirou o design de telhados envidraçados em prédios sustentáveis, desde o Eden Project na Cornualha até o Palácio das Artes de Valencia. Em decoração, paisagistas replicam microjardins inspirados no Jardim Japonês do Kew em residências de alto padrão.

Depoimentos de visitantes

“Visitar o Kew foi como dar a volta ao mundo sem sair de Londres”, afirma Ana Paula, engenheira ambiental. Já o fotógrafo britânico Liam O’Connor destaca: “A luz difusa dentro da Temperate House valoriza qualquer equipamento fotográfico.” Para a professora aposentada Maria Luísa, “o programa educativo para crianças tornou ciência botânica algo divertido para meus netos”.

FAQ sobre o Kew Gardens

1. Qual a melhor época para visitar?
A primavera (abril e maio) revela flores de cerejeira, enquanto o outono oferece tons dourados nas árvores históricas. O inverno mantém as estufas abertas, garantindo visita produtiva mesmo em dias frios.

2. Quanto tempo devo reservar?
Avaliações indicam que o mínimo recomendado é de cinco horas, mas um dia inteiro permite explorar estufas, biblioteca e exposições sazonais sem pressa.

3. Há desconto para estudantes?
Sim. Estudantes com carteirinha internacional (ISIC) recebem até 30 % de desconto, desde que comprem ingressos on-line com antecedência.

4. Crianças pagam ingresso?
Menores de quatro anos entram gratuitamente. De quatro a 16, pagam tarifa reduzida, e existem atividades infantis gratuitas, como caça ao tesouro botânico.

5. É permitido levar comida?
Piqueniques são liberados em áreas gramadas. No entanto, churrasqueiras e bebidas alcoólicas estão proibidas para garantir segurança e limpeza.

6. Posso fotografar livremente?
Fotos para uso pessoal são permitidas sem taxa, exceto drones. Ensaios profissionais exigem autorização prévia e pagamento de licença ao departamento de mídia do Kew.

Melhores Práticas de Visita ao Kew Gardens

Como organizar seu passeio

Inicie pelo mapa oficial disponível na entrada, definindo objetivos claros: estufas, jardins temáticos ou biblioteca. Agrupe atrações próximas para evitar trajetos redundantes. Use o aplicativo gratuito “Kew Gardens” para alertas de eventos ao vivo, como palestras ou alimentação de plantas carnívoras.

Dicas para prolongar a vida útil do espaço

Não colete flores ou folhas; isso interfere em pesquisas científicas. Utilize as passagens sinalizadas para evitar compactação do solo. Apoie financeiramente projetos de conservação comprando souvenirs sustentáveis na loja oficial, em vez de levar “lembranças” vegetais.

Erros comuns a evitar

Chegar sem ingresso reservado resulta em filas de até 40 minutos. Ignorar previsões climáticas leva a desconforto sob chuva. Por fim, subestimar o tamanho do complexo gera fadiga; priorize áreas-chave se tiver tempo limitado.

Dica Bônus

Reserve o horário de abertura (10h) em um dia de semana e dirija-se direto à Princesa of Wales Conservatory. A movimentação ainda é baixa, permitindo fotos sem turistas no enquadramento e observação tranquila de orquídeas raras que abrem suas flores justamente nas primeiras horas do dia.

Curiosidade

A árvore Turner’s Oak — plantada em 1798 — quase foi removida após a tempestade de 1987. Ao investigar o evento, especialistas notaram que o abalo afrouxou o solo compactado, permitindo que as raízes respirassem. A “massagem” natural deu origem a estudos sobre aeração de solo, hoje aplicados em reflorestamentos no mundo todo.

Conclusão

O Royal Botanic Gardens, Kew, supera o conceito de parque turístico ao unir pesquisa, conservação e lazer em um espaço monumental. Com estrutura acessível, estufas históricas e 30 mil espécies, o local justifica cada libra investida no ingresso. Planeje com antecedência, siga nossas boas práticas e garanta uma experiência rica culturalmente e inesquecível. Aproveite e compartilhe este guia com quem planeja visitar Londres — conhecimento que economiza tempo e potencializa descobertas.

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